12 julho 2020

Nova máquina 29er

E eis que ao fim de, aproximadamente, 10 anos e 13.064 kms, e contrariamente ao previsto (só devia de ter acontecido aqui a mais 390 anos :) ), substituí a minha "cabra" roda 26" por uma nova "cabra" roda 29".

VITORIA KNOB BOOST 29

Principais características
- Quadro TORAY CARBON Alto Módulo UD
- Suspensão ROCK SHOX REBA 100mm
- Selim SELLE ITALIA X3
- Transmissão SRAM EAGLE SX 1x12
- Pedaleiro PRESS FIT BB86
- Pneus VITORIA BARZO 29 2.25

Depois de muitos kms com uma 29er emprestada - KTM Era 29er - à qual fiquei totalmente rendido, de muita análise e comparações, e do enorme (e acima de tudo mais importante!) apoio da "dona da casa", lá adquiri uma roda 29" hardtail (ainda não experimentei nenhuma suspensão total).

Espero divertir-me tanto e ter tantos problemas (quase inexistentes) com esta, como fiz com a Giant (continuo a adorar a minha roda 26", apesar de ser roda 26" e de alumínio).

A marca era desconhecida (para mim!), mas também quando adquiri a Giant, não conhecia a marca (e afinal é a maior marca mundial de bikes). Sei que é espanhola (logo eu que os adoro!), e que existe desde 1988.

Assim, e para a escolha desta máquina, e à semelhança do que fiz na aquisição da Giant, confiei inteiramente nos conselhos e na experiência da Racing Bikes e do Jorge "Varetas" Campos. Afinal, a minha ligação a esta loja já dura à 10 anos, e a nível de razões de queixa ... 0.

20 maio 2019

21º Raid BTT Alvalade - Porto Covo (70 kms)

No passado sábado, 19.Mai.2019, e após 1 ano de interregno por motivos de saúde, voltei a participar no Raid BTT Alvalade - Porto Covo, 21ª edição, na distancia de 70 kms, desta vez com a minha “nova equipa", SALTAPOCINHAS BTT.

Outra novidade foi o facto de ter participado com a bike KTM AERA 29 (emprestada pelo Rui Sousa) – carbono com roda 29”.

E tal como no ano passado, a prova foi muito boa, com um acumulado considerável, acima dos 700 mts, com algumas subidas, sendo a mais longa a serra do Cercal (a partir do km 54 +/-), com umas descidas bastante “porreiras”, zonas rolantes. Como não choveu, não havia lama (mesmo na zona chamada Amazónia era pouca). No entanto e porque não choveu, houve PÓ … muito PÓ mesmo, e acompanhado de algum vento!!!

A temperatura, quase até ao fim esteve agradável, com o sol sempre encoberto, algum vento, em algumas zonas (principalmente nos descampados) forte, mas sempre temperatura amena, ideal para o tipo de prova.

Tal como já vem sendo habitual, gostei:

   - do trajecto (estavam a dizer que era idêntico ao de 2013)
   - da organização (simpatia, disponibilidade)
   - dos abastecimentos (3 nos 70 kms)
   - enfim, de tudo (ou quase)
O levantamento do dorsal foi rápido (como habitualmente), devido ao elevado nr de “guichets” junto à zona de partida, em Alvalade.

A partida foi a horas, apesar de lenta, mas outra coisa não é de esperar, quando falamos de, aproximadamente, 3000 participantes.

Quanto à minha prestação, e apesar de ter sido bem melhor que nos anos anteriores, voltou a ser abaixo do esperado!! Apesar dos vários treinos em distancia e em acumulado, de forma inexplicável, ao km 50 (não tenho a certeza) comecei com cãibras e tal como no ano passado, algumas bastante violentas/dolorosas. Mas talvez haja um pequena explicação.

Mas vamos por partes!!

Os primeiros 30 kms foram feitos a bom ritmo e sem grandes esforços (achava eu!). Confesso que quando olhei para o conta-kms, ia acima dos 30 km/h, o que no meio do mato (para mim!) é muito bom e ia “leve” sem stresses, sem acelerações malucas, mas a verdade é que a circulação era em estradões, sem grandes “obstáculos” com alguma areia, mas sempre rolantes. Aliado a isso, a roda 29” faz uma grande diferença.

Ao km 50 (!!) começaram os problemas … Devido ao tempo seco e ao pó que apanhámos, a corrente ficou SECA (acho que já estava um pouco, antes de ir para Porto Covo, mas esqueci-me de a lubrificar), o que originava que a mesma saltasse, cada vez que tentava pôr a “avózinha”.

Isto fez com que após 2 subidas, em que me poupei e subi lentamente (sempre na “avozinha”), na 3ª subida deixei de o conseguir fazer, sendo a solução subir a pé. Como é fácil deduzir, as cãibras começaram a aparecer … na parte interior da coxa, no musculo da perna, nos gémeos, etc. Uma dessas vezes, a sensação que tinha era que o pé estava de lado, tal era a intensidade da cãibra. Também devo referir que a partir deste ponto, foi “quase sempre” um parte-pernas e era subidas/descidas/subidas.

Não consegui fazer a subida ao Cercal em cima da bike, foi tudo a pé (pelo 3º ano), o que também não é fácil principalmente com sapatos com cleats, mas tal como em 2017, apenas nas subidas (esforço maior!) é que tinha de desmontar, de resto a descer e em recta, conseguia ir gerindo.

Ao km 60 (aprox.), mais uma (nova!) peripécia … Devido ao estado da corrente e ao esforço, a mesma não aguentou e partiu. Felizmente um “amigo” bttista”, tinha uma chave e conseguiu retirar o elo partido e arranjar a corrente (ficou com menos um ele). No entanto, esta paragem não foi benéfica, porque as cãibras não me deram tréguas.

A partir deste momento, foi sempre numa gestão de esforço, pois tinha prometido a mim mesmo, que a subida da baía de Porto Covo, seria feita em cima da bike. Assim o fiz, e sempre em pé na bike, pois se me sentasse não ia aguentar. Os músculos gritavam, esticavam, ardiam, mas fui teimoso (ainda hoje passados 3 dias, estou a pagar essa teimosia!)

Para finalizar, e como este era um raid, sem tempos, apenas dizer que demorei aproximadamente 04:58:59 a percorrer os 75 kms (mais 140 mts) e um acumulado de 759 mts. Confesso que no inicio estava com boas expectativas, mas depois de tudo o que aconteceu no percurso, não estou muito desanimado.

Como é lógico, e se não houverem imprevistos, em 2020, lá estarei para o 22º Raid Alvalade – Porto Covo !!!
>> Registo GPS <<
Até à próxima prova, ainda não sei bem quando!!!

Novos Óculos !! Surpreendido pela Positiva :)

E eis que após vários anos de intensa utilização, os meus óculos, tive de adquiri uns novos óculos, pois os outros "rebentaram"! Apesar de ter andado a namorar uns RUDY PROJECT Fotocromaticos, acabei por adquirir o modelo abaixo

ROCKRIDER BTT XC RACE FLUO PHOTOCHROMATIC

Fazem parte da colecção que a RockRider lançou este ano, e tem 2 das caracteristica principais que eu pretendia ... são FOTOCROMATICOS e são YELLOW FLUO.

Apesar de ser algo que vem sendo cada vez mehor, fiquei agradavelmente surpreendido, pela qualidade dos mesmos. Além disso, o valor ajuda bastante. Se durarem o mesmos que os anteriores, ficarei bastante satisfeito.

Quanto aos anteriores (BTWIN SG800), e apesar de terem rasgado o suporte do nariz, irão ser guardados, pois podem servir para uma eventualidade/desenrascanço.

20 janeiro 2018

Novos sapatos !! ADORO :) :)

E eis que após 6 anos de intensa utilização, a minha mulher ofereceu-me uns novos sapatos para a prática do BTT, e melhor ainda, eram os sapatos que andava a namorar à imenso tempo ...

SIDI CAPE MTB YELLOW FLUO

Quanto aos anteriores (GES NEVADA Z580X) irão ser guardados, pois apesar de precisarem de uma pequena reparação, ainda estão bons para andar, e podem servir para uma eventualidade.


Uma Queda de BTT ... "positiva" !! E uma enorme tristeza :( :(


No passado dia 31.Dez.2017, dei (mais!) uma queda a praticar BTT e desta vez com consequencias "significativas".

Ao km 9,5 (aproximadamente), quase a chegar ao final do "Sobe e Desce" (Mata do Medos em direcção à Fonte da Telha), dei uma queda que resultou numa fratura na falange do indicador direito (lado interno), um joelho esfolado e uma dor no peitoral esquerdo.

Além destas mazelas, ainda dei uma "violenta" cabeçada no relevo do trilho, que serviu para testar o capacete e o dinheiro que ele custou ... bem ditos euros!

Apesar disso, ainda fiz um total de 50 kms na companhia do Rui Chambel, pois apesar de algumas dores, especialmente no dedo, não achei que fosse nada de preocupante, pois conseguia dobrá-lo, pelo que associei as dores ao traumatismo e à artrose (achava eu!).

Assim sendo, e uma vez que estávamos na véspera de ano novo e estava à espera de pessoas para a passagem de ano, não fui ao hospital. No entanto, no dia seguinte, estava com mais dores, com um dedo mais inchado e a ficar um pouco negro, pelo que decidi ir ao Hospital Garcia da Orta.

Após fazer o raio-x, o técnico disse-me que não estava fracturado mas tinha que tratar do quisto. Surpresa total !! Afinal não é uma artrose !!

Maior surpresa quando, o ortopedista (João Protázio) viu o raio-x ao pormenor e me diz 2 coisas: 1º tenho uma fractura no dedo (como referi no inicio do post); 2º o quisto é uma massa/tumor, em principio benigno, que tem de ser retirado mais cedo ou mais tarde. Assim, o médico ligou o indicador ao dedo médio, e só não engessou porque me comprometi a não fazer esforço nenhum com o dedo durante 3 semanas. Marcou novo raio-x para o fim desse prazo e uma consulta com o médico Júlio André, que é o especialista neste tipo de tumor/operação.

Assim sendo, na passada 3ª feira (16.Jan.2018) fui fazer o raio-x e no dia seguinte fui à consulta.

Após analisar o raio-x, o médico mandou-me ficar mais 3 semanas imobilizado e marcar novo raio-x, para o término desse período (07.Fev.2017) e nova consulta. Além disto, explicou-me a situação do dedo de forma bem clara, e que passo a explicar.

Neste momento, o meu osso é "tipo casca de ovo", pelo que uma pancada mais forte o pode fragmentar. Tenho de ter muito cuidado, para que tal não aconteça, de forma a evitar uma cirurgia mais complicada. E o que quer dizer mais complicada, neste caso?

A cirurgia "normal" é retirar o tumor e substituir por uma "massa" que ir· ser "absorvida" pelo osso. A "mais complicada", será substituir a parte fragmentada, por um pedaço de osso, a ser retirado da minha bacia. De quaqluer forma, o tempo de recuperação da operação rondará as 34 (!!) semanas :( :(

A parte "positiva" da queda é que devido à mesma, descobri que tinha um tumor (e não artrose), e o osso não fragmentou !!

A bosta toda ... é precisar de ajuda para algumas tarefas, e não poder andar de bike durante (quase!) todo 2018 !!!