17 maio 2022

22º Raid BTT - Alvalade - Porto Covo (70 kms)

No passado domingo, 15.Mai.2022, voltei a participar no Raid BTT Alvalade - Porto Covo, 22ª edição, na distancia de 70 kms, desta vez a representar o GRUPO DESPORTIVO CARRIS, e na companhia do Alexandre Fernandes e do Hugo Armelão.

E tal como nos anos transactos, a prova foi muito boa, com um acumulado considerável, acima dos 700 mts, com algumas subidas, sendo a mais longa a serra do Cercal (a partir do km 54 +/-), com umas descidas bastante “porreiras”, zonas rolantes. Como não choveu, não havia lama (nem na zona chamada Amazónia). No entanto e porque não choveu, houve PÓ … MUITO PÓ mesmo, e acompanhado de algum vento!!!

Tal como já vem sendo habitual, gostei do trajecto, da organização (simpatia, disponibilidade), dos abastecimentos (3 nos 70 kms), enfim, gostei de tudo (ou quase)

O levantamento do dorsal não foi tão rápido como habitualmente, mas penso que terá sido devido ao elevado nr de participantes (por volta dos 3700).

A partida foi a horas, apesar de lenta, mas outra coisa não é de esperar, quando falamos de mais de 3500 participantes.

Quanto à minha prestação, e apesar de ter sido bem melhor que nos anos anteriores, voltou a ser abaixo do esperado!!

A inscrição foi para os 120 kms, mas tal como é hábito, por volta do km 40 (antes de chegar à Barragem de Campilhas) comecei com ameaças cãibras no gémeo esquerdo.

Confesso que por mais treinos que faça, não consigo deixar de as ter ... treinos com acumulados, treinos com distancia, como bananas, tomo magnésio, nada está a resultar :(

Nos primeiros kms (ainda antes do primeiro abastecimento), e por motivos técnicos (na bike do Aleexandre) fizemos algumas paragens (primeiro travão traseiro, depois o desviador traseiro), sendo que na segunda paragem, foi mais demorada, pois quando Alex conseguiu arranjar a bike, um miudo passou por mim e nesse momento, partiu a corrente (já tinha partido o drop-out e o desviador).

Como já estive naquela posição, dei o meu elo de ligação ao miudo e tentámos consertar a corrente e colocar o andamento "em directas" ... pelo que soube mais tarde (no primeiro abastecimento), não funcionou, a corrnte voltou a partir (estava muito esticada) e miudo teve de desistir.

Não sei se estes "pára arranca" ajudaram às cãibras aparecerem mais cedo.

Parámos na Barragem, onde aproveitar para me abastecer (pela primeira vez, esqueci-me dos suplemntos em casa) e recuperar um pouco as pernas.

Como a seguir à barragem tem logo várias subidas para o Cercal, o que recuperei foi bom, mas não o suficiente. Confesso que esta, para mim, é a melhor parte do percurso com sobe e desce, sendo as subidas algo exigentes.

Fui aguentando, como depois foi sempre a descer até à Amazónia, o esforço foi menor e os musculos foram aguentando, até sair dessa zona e começar a subir, para sair do Cercal ... aí, tive de parar (5 mins) a meio, pois não conseguia dobrar nem estivar a perna esquerna devido às dolorosas.

Passado esses 5 mins, voltei a montar e lá consegui fazer o resto da subida ... pela primeira vez nas minhas participações, não subi a serr do Cercal a pé. 

Para finalizar, e como este era um raid, sem tempos, apenas dizer que demorei aproximadamente 04:40:55 a percorrer os 71 kms (mais 580 mts) e um acumulado de 765 mts.

Como é lógico, e se não houverem imprevistos, em 2023, lá estarei para o 23º Raid Alvalade – Porto Covo !!!

10 abril 2022

13º Raid Saloios BTT (65 kms)

E no passado dia 10.Abr, voltei a participar numa prova de BTT - 13° Raid Saloios BTT - nos Arneiros, Torres Vedras. Fui sozinho e a representar o G.D. Carris.

Inscrevi-me na Maratona (65 kms), acabei a fazer a distancia da Meia-Maratons (35 kms) e mesmo assim com muita dificuldade.

Sabia que ia ser duro (afinal depois de me inscrever soube que o acumulado seria de 1800 mts) mas não tão duro.

Aos 30 kms, já tinha um acumulado de 1000 mts. Para quem ate hoje tem como maximo de acumulado 1400 mts (mas em 80 kms), perceb-se que a preparacao talves nao fosse a ideal para esta prova (devia ter ficado pela meia maratona - 35 kms e 900 mts acumulado, que ta,bem nao seria facil). Como seria de prever, os musculos não aguentaram.

Aos 20 kms, começaram a aparecer as caibras, no abastecimento, melhorou um pouco, mas depois foi sempre "downhill" ... até que ao km 31 não aguentei mais e os outros 5 foram feitos a pé (e mesmo assim com muita dor).

Tive de pedir a organização para me darem boleia até à meta.

Apesar disto tudo, adorei a prova. organizacao 5 estrelas, percurso bem marcado (apesar de ja ter ouvido o contrario), subidas brutais (umas com regos, outras com pedras), single tracks maravilhosos e descidas alucinantes (as mais perigosas, como é logico, fiz a pé).

Aos 20 kms (onde comecaram as caibras), apanhou-se uma parede, nao muito longa (aprox 50 mts), mas com pendentes a rondar os 20%,e quando ja estava no limite, a inclinacao aumentou muito ligeiramente, mas o suficiente para dar cabo de mim.

Após o abastecimento, as pernas melhoraram e la fui satisfeito, a pensar que as coisas se "iam compor" ... puro engano !! a seguir ao abastecimento, tinhamos um single track fabuloso, tecnico, com curvas de 180 graus e a subir, que resultaram numa ligeira queda (nada de grave), com descidas perigosas (que fiz a pé) e com uma subida ligeira de 500 mts, com uma pendente media de 18,4%. como nao conheco aquela zona, obtive a informacao seguinte atraves do strava : este pequeno segmento chama-se "so para duros" ... só o nome diz tudo.

E acho que foi aqui que tudo piorou ... foi quase sempre com subidas longas mas com pendentes pequenas. apanhei pessoal com caibras, que tentei ajudar com algum apoio moral, mas comecei a sofrer, a ter os musculos a prender, desde o pe ate à anca, sendo que por 2x tentei montar e pedalar devagar, mas a dor na zona da anca/virilha era insuportavel.

No entanto, e apesar deste relato, vou tentar ir novamente para o ano (na maratona ou meia.maratona), mas com mais preparacoa de forma a terminar o percurso.

Aqui fica o tempo feito aos 36,21 kms (sendo que os ultimos 4/5 kms foram a andar) : 03:40:52 com 1041 mts acumulado.

02 janeiro 2022

GPS + Banda Cardiaca


 E este Natal, a minha esposa presenteou-me algo que queria há muito ... um GPS e uma banda cardiaca.

A marca estava escolhida há muito tempo, pois andei a ver várias opções (Garmin, Wahoo, Bryton) e este pareceu-me uma excelente relação qualidade/preço. A escolha foi :

GPS Wahoo Elemnt Roam
Banda Cardiaca Wahooo TICKR

Este GPS é um aparelho desenvolvido e utilizado por vários ciclistas e equipas do World Tour (entre as q

15 novembro 2021

Rota das Adegas 2021 (35 kms)

E no passado dia 7.nov, voltei a fazer uma prova, que já tinha feito em 2011 - Rota das Adegas - desta vez na companhia do Alexandre Fernandes, Luis Silva, Miguel Silva, João Silva e Jose Luis Brito, e fomos como equipa GD Carris.

Ao contrário da edição de 2011, esta prova foi mais um passeio, pois não tinha registo de tempos, mas de acordo com o Strava, completei 37 kms em 03:01:34.

No entanto, como passeio, foi bastante duro, com alguma lama (estamos em Nov), com muitas subidas a exigir pernas, com muitas descidas (algumas perigosas) e com singles tracks técnicos maravilhosos, mas a exigir total atenção, pois ao mínimo erro, tínhamos mini-escarpas/declives que podiam provocar lesões graves. 

Quanto ao abastecimento, por volta dos 20 kms, estava muito bem servido (porco no espeto, pão, vinho, cerveja, sumo, águas, batata fritas, bolos, fruta) e apesar do som não ser o melhor, havia uma banda a trocar alguns covers de pop-rock para alegrar a malta.

Gostei muito do trajecto e gostei muito de o fazer em equipa.

Vamos ver se para o ano consigo ir novamente..

14 agosto 2021

Novo Capacete, Mesma Marca - RUDY PROJECT.

E após a última queda (13.Set.2020), havia a necessidade de trocar o capacete. A marca/modelo estavam escolhidos há muito:

Rudy Project Racemaster Helmet Yellow Fluo/Black (matte)

Mas devido à pandemia CoViD-19, não o conseguia encontrar em lado nenhum. Ou encontrava o tamanho pretendido ou encontrava a cor pretendida.

Assim, entrei em contacto com a Rudy Project, que me indicou a loja VisionClass, em Massamá.

Após troca de diversos telefonemas e mails, com o Sr Rui Guilherme, consegui adquirir o capacete pretendido, num período de tempo relativamente curto - 20 dias.

O capacete acabou por ser uma oferta de aniversário da minha esposa e da minha filha.

Como é lógico, desde que adquiri o capacete e até à criação deste post, já fiz muitos kms com o mesmo, tanto de BTT como de estrada, e posso dizer que estou ABSOLUTAMENTE SATISFEITO e que a marca continua a ser a minha marca de eleição a nível de capacetes ... ainda não experimentei outros, mas para que mudar quando tenho total confiança nesta ?

Uma nota final:

Existe uma loja mais perto da minha área de residencia, que também vende modelos Rudy Project - a 360Bike-Trail.

Mas nos 2 ou 3 contactos que tive com essa chafarica, apenas posso garantir uma coisa : se fossem a unica loja no mundo a vender capacetes, preferia andar com uma caixa de cartão ou mesmo sem capacete ...

O gajo que está à frente da loja é de uma incompetencia gritante. Garantidamente, nunca mais lá irei colocar os pés.

Mas é apenas uma opinião pessoal.

09 março 2021

Nova máquina "Fininha"

E a partir de agora este espaço deixará de ser sobre o BTT, mas sobre BIKES em geral. A razão para tal mudança, deve-se ao facto de no passado dia 01.Fev.2021, adquiri uma nova máquina, desta vez de estrada (era a que faltava).

VITORIA ULTIMATE SK Disc

Principais características
- Quadro CARBON Alto Módulo T800
- Selim Vitoria V6
- Transmissão Shimano 105 2x10 (52/36)
- Rodas Rodi Corsa
- Pneus VITORIA Zaffiro Pro (frente)/ Zaffiro (Trás)

Depois de muita ponderação, decidi investir, numa de estrada. Não porque quero deixar o BTT (é a minha vertente de eleição), mas porque permite outro tipo de voltas/aventuras que há muito pretendo fazer : Troia-Sagres, Lisboa-Fátima-Lisboa, Subida à Torre Serra Estrela, entre outras.

A marca já não é desconhecida (afinal é a mesma da 29er), pelo que a confiança na bike, é total. Confesso que a de btt me surpreendeu pela positiva e muito, pelo que espero o mesmo desta, e até agora não me tem desiludido. Já subi até às Antenas da Arrábida (pelo lado de Azeitão) e adorei o conforto que senti.

À semelhança do que aconteceu com a 29er, confiei inteiramente nos conselhos do Jorge "Varetas" Campos, da Racing Bikes.

15 setembro 2020

Nova queda de Bike. Violenta e nada positiva :'( :'(

E eis que no passado domingo (13.Set.2020), ao fazer o treino na companhia dos Magnificos, e duas semanas após a ultima (sem grandes consequências), eis que voltei a dar nova queda, desta vez bem mais grave, tanto a nível fisico como a nível material.

Fui na companhia da Sandra Araújo, Andreia Graça, José Luis Brito, Amadeu Domingos, António Santos e um amigo do António, para um treino que deveria ser até ao Cabo Espichel, mas que foi bastante encurtado.

Ao km 20 (aproximadamente), dentro da Apostiça, estávamos a descer uma estrada de alcatrão, não do liso, mas daquele cheio de pedrinhas (próprio de estradas no meio do mato), e como íamos num ritmo moderado/lento decidi refrescar-me e beber um pouco de água.

Até aqui nada de mal, não fosse o facto de quando olhei em frente, após tirar o bidon, ter-me assustado (vá-se lá saber porquê) com a Sandra e a Andreia, que estavam juntas a falar (como é normal). não sei porque razão, mas pareceu-me que ambas iam parar e eu iria bater contra elas.

Reacção ? Travar (normal).

Problema ? A mão que estava no travão era a esquerda (travão dianteiro) e devido ao susto apertei o trovão com demasiada força.

Resultado ? Uma queda feia e bastante dolorosa. Bati com a cabeça no chão, e apesar de grande parte do impacto ter sido absorvido pelo capacete ainda bati com o osso por baixo do olho no chão, o que me deixou bastante atordoado e me abrigou a permanecer sentado no chão durante 5/10 mins (não tenho bem a certeza).

Consequências ? Como podem ver pelas fotos, a nível fisico : a cabeça ficou muito "abananada" (durante todo o dia), a cara mal tratada, o ombro esfolado, as mãos com feridas, uma dor enorme no músculo/joelho esquerdo, e dores nos dedos (principalmente polegar) da mão direita. A nível de material : o punho esquerdo bastante danificado, arranquei o parafuso de sangramaneto do óleo do travão traseiro, capacete rachado, luvas rasgadas, óculos riscados, camisola rasgada, e o fecho do sapato esquerdo partido.


Agora tenho de recuperar, e gastar algum dinheiro, pois vou ter de comprar novo capacete, trocar a manter do travão e comprar fechos novos para os sapatos.

As quedas estão a tornar-se um hábito e desde que tenho a nova "cabra", já vou na 4ª ou 5ª que dou. As consequências tem sido "pequenas", mas tem vindo a aumentar. Tenho de ter mais cuidado e pensar mais rapidamente no que estou a fazer.

12 julho 2020

Nova máquina 29er

E eis que ao fim de, aproximadamente, 10 anos e 13.064 kms, e contrariamente ao previsto (só devia de ter acontecido aqui a mais 390 anos :) ), substituí a minha "cabra" roda 26" por uma nova "cabra" roda 29".

VITORIA KNOB BOOST 29

Principais características
- Quadro TORAY CARBON Alto Módulo UD
- Suspensão ROCK SHOX REBA 100mm
- Selim SELLE ITALIA X3
- Transmissão SRAM EAGLE SX 1x12
- Pedaleiro PRESS FIT BB86
- Pneus VITORIA BARZO 29 2.25

Depois de muitos kms com uma 29er emprestada - KTM Era 29er - à qual fiquei totalmente rendido, de muita análise e comparações, e do enorme (e acima de tudo mais importante!) apoio da "dona da casa", lá adquiri uma roda 29" hardtail (ainda não experimentei nenhuma suspensão total).

Espero divertir-me tanto e ter tantos problemas (quase inexistentes) com esta, como fiz com a Giant (continuo a adorar a minha roda 26", apesar de ser roda 26" e de alumínio).

A marca era desconhecida (para mim!), mas também quando adquiri a Giant, não conhecia a marca (e afinal é a maior marca mundial de bikes). Sei que é espanhola (logo eu que os adoro!), e que existe desde 1988.

Assim, e para a escolha desta máquina, e à semelhança do que fiz na aquisição da Giant, confiei inteiramente nos conselhos e na experiência da Racing Bikes e do Jorge "Varetas" Campos. Afinal, a minha ligação a esta loja já dura à 10 anos, e a nível de razões de queixa ... 0.

20 maio 2019

21º Raid BTT Alvalade - Porto Covo (70 kms)

No passado sábado, 19.Mai.2019, e após 1 ano de interregno por motivos de saúde, voltei a participar no Raid BTT Alvalade - Porto Covo, 21ª edição, na distancia de 70 kms, desta vez com a minha “nova equipa", SALTAPOCINHAS BTT.

Outra novidade foi o facto de ter participado com a bike KTM AERA 29 (emprestada pelo Rui Sousa) – carbono com roda 29”.

E tal como no ano passado, a prova foi muito boa, com um acumulado considerável, acima dos 700 mts, com algumas subidas, sendo a mais longa a serra do Cercal (a partir do km 54 +/-), com umas descidas bastante “porreiras”, zonas rolantes. Como não choveu, não havia lama (mesmo na zona chamada Amazónia era pouca). No entanto e porque não choveu, houve PÓ … muito PÓ mesmo, e acompanhado de algum vento!!!

A temperatura, quase até ao fim esteve agradável, com o sol sempre encoberto, algum vento, em algumas zonas (principalmente nos descampados) forte, mas sempre temperatura amena, ideal para o tipo de prova.

Tal como já vem sendo habitual, gostei:

   - do trajecto (estavam a dizer que era idêntico ao de 2013)
   - da organização (simpatia, disponibilidade)
   - dos abastecimentos (3 nos 70 kms)
   - enfim, de tudo (ou quase)
O levantamento do dorsal foi rápido (como habitualmente), devido ao elevado nr de “guichets” junto à zona de partida, em Alvalade.

A partida foi a horas, apesar de lenta, mas outra coisa não é de esperar, quando falamos de, aproximadamente, 3000 participantes.

Quanto à minha prestação, e apesar de ter sido bem melhor que nos anos anteriores, voltou a ser abaixo do esperado!! Apesar dos vários treinos em distancia e em acumulado, de forma inexplicável, ao km 50 (não tenho a certeza) comecei com cãibras e tal como no ano passado, algumas bastante violentas/dolorosas. Mas talvez haja um pequena explicação.

Mas vamos por partes!!

Os primeiros 30 kms foram feitos a bom ritmo e sem grandes esforços (achava eu!). Confesso que quando olhei para o conta-kms, ia acima dos 30 km/h, o que no meio do mato (para mim!) é muito bom e ia “leve” sem stresses, sem acelerações malucas, mas a verdade é que a circulação era em estradões, sem grandes “obstáculos” com alguma areia, mas sempre rolantes. Aliado a isso, a roda 29” faz uma grande diferença.

Ao km 50 (!!) começaram os problemas … Devido ao tempo seco e ao pó que apanhámos, a corrente ficou SECA (acho que já estava um pouco, antes de ir para Porto Covo, mas esqueci-me de a lubrificar), o que originava que a mesma saltasse, cada vez que tentava pôr a “avózinha”.

Isto fez com que após 2 subidas, em que me poupei e subi lentamente (sempre na “avozinha”), na 3ª subida deixei de o conseguir fazer, sendo a solução subir a pé. Como é fácil deduzir, as cãibras começaram a aparecer … na parte interior da coxa, no musculo da perna, nos gémeos, etc. Uma dessas vezes, a sensação que tinha era que o pé estava de lado, tal era a intensidade da cãibra. Também devo referir que a partir deste ponto, foi “quase sempre” um parte-pernas e era subidas/descidas/subidas.

Não consegui fazer a subida ao Cercal em cima da bike, foi tudo a pé (pelo 3º ano), o que também não é fácil principalmente com sapatos com cleats, mas tal como em 2017, apenas nas subidas (esforço maior!) é que tinha de desmontar, de resto a descer e em recta, conseguia ir gerindo.

Ao km 60 (aprox.), mais uma (nova!) peripécia … Devido ao estado da corrente e ao esforço, a mesma não aguentou e partiu. Felizmente um “amigo” bttista”, tinha uma chave e conseguiu retirar o elo partido e arranjar a corrente (ficou com menos um ele). No entanto, esta paragem não foi benéfica, porque as cãibras não me deram tréguas.

A partir deste momento, foi sempre numa gestão de esforço, pois tinha prometido a mim mesmo, que a subida da baía de Porto Covo, seria feita em cima da bike. Assim o fiz, e sempre em pé na bike, pois se me sentasse não ia aguentar. Os músculos gritavam, esticavam, ardiam, mas fui teimoso (ainda hoje passados 3 dias, estou a pagar essa teimosia!)

Para finalizar, e como este era um raid, sem tempos, apenas dizer que demorei aproximadamente 04:58:59 a percorrer os 75 kms (mais 140 mts) e um acumulado de 759 mts. Confesso que no inicio estava com boas expectativas, mas depois de tudo o que aconteceu no percurso, não estou muito desanimado.

Como é lógico, e se não houverem imprevistos, em 2020, lá estarei para o 22º Raid Alvalade – Porto Covo !!!
>> Registo GPS <<
Até à próxima prova, ainda não sei bem quando!!!

Novos Óculos !! Surpreendido pela Positiva :)

E eis que após vários anos de intensa utilização, os meus óculos, tive de adquiri uns novos óculos, pois os outros "rebentaram"! Apesar de ter andado a namorar uns RUDY PROJECT Fotocromaticos, acabei por adquirir o modelo abaixo

ROCKRIDER BTT XC RACE FLUO PHOTOCHROMATIC

Fazem parte da colecção que a RockRider lançou este ano, e tem 2 das caracteristica principais que eu pretendia ... são FOTOCROMATICOS e são YELLOW FLUO.

Apesar de ser algo que vem sendo cada vez mehor, fiquei agradavelmente surpreendido, pela qualidade dos mesmos. Além disso, o valor ajuda bastante. Se durarem o mesmos que os anteriores, ficarei bastante satisfeito.

Quanto aos anteriores (BTWIN SG800), e apesar de terem rasgado o suporte do nariz, irão ser guardados, pois podem servir para uma eventualidade/desenrascanço.

20 janeiro 2018

Novos sapatos !! ADORO :) :)

E eis que após 6 anos de intensa utilização, a minha mulher ofereceu-me uns novos sapatos para a prática do BTT, e melhor ainda, eram os sapatos que andava a namorar à imenso tempo ...

SIDI CAPE MTB YELLOW FLUO

Quanto aos anteriores (GES NEVADA Z580X) irão ser guardados, pois apesar de precisarem de uma pequena reparação, ainda estão bons para andar, e podem servir para uma eventualidade.


Uma Queda de BTT ... "positiva" !! E uma enorme tristeza :( :(


No passado dia 31.Dez.2017, dei (mais!) uma queda a praticar BTT e desta vez com consequencias "significativas".

Ao km 9,5 (aproximadamente), quase a chegar ao final do "Sobe e Desce" (Mata do Medos em direcção à Fonte da Telha), dei uma queda que resultou numa fratura na falange do indicador direito (lado interno), um joelho esfolado e uma dor no peitoral esquerdo.

Além destas mazelas, ainda dei uma "violenta" cabeçada no relevo do trilho, que serviu para testar o capacete e o dinheiro que ele custou ... bem ditos euros!

Apesar disso, ainda fiz um total de 50 kms na companhia do Rui Chambel, pois apesar de algumas dores, especialmente no dedo, não achei que fosse nada de preocupante, pois conseguia dobrá-lo, pelo que associei as dores ao traumatismo e à artrose (achava eu!).

Assim sendo, e uma vez que estávamos na véspera de ano novo e estava à espera de pessoas para a passagem de ano, não fui ao hospital. No entanto, no dia seguinte, estava com mais dores, com um dedo mais inchado e a ficar um pouco negro, pelo que decidi ir ao Hospital Garcia da Orta.

Após fazer o raio-x, o técnico disse-me que não estava fracturado mas tinha que tratar do quisto. Surpresa total !! Afinal não é uma artrose !!

Maior surpresa quando, o ortopedista (João Protázio) viu o raio-x ao pormenor e me diz 2 coisas: 1º tenho uma fractura no dedo (como referi no inicio do post); 2º o quisto é uma massa/tumor, em principio benigno, que tem de ser retirado mais cedo ou mais tarde. Assim, o médico ligou o indicador ao dedo médio, e só não engessou porque me comprometi a não fazer esforço nenhum com o dedo durante 3 semanas. Marcou novo raio-x para o fim desse prazo e uma consulta com o médico Júlio André, que é o especialista neste tipo de tumor/operação.

Assim sendo, na passada 3ª feira (16.Jan.2018) fui fazer o raio-x e no dia seguinte fui à consulta.

Após analisar o raio-x, o médico mandou-me ficar mais 3 semanas imobilizado e marcar novo raio-x, para o término desse período (07.Fev.2017) e nova consulta. Além disto, explicou-me a situação do dedo de forma bem clara, e que passo a explicar.

Neste momento, o meu osso é "tipo casca de ovo", pelo que uma pancada mais forte o pode fragmentar. Tenho de ter muito cuidado, para que tal não aconteça, de forma a evitar uma cirurgia mais complicada. E o que quer dizer mais complicada, neste caso?

A cirurgia "normal" é retirar o tumor e substituir por uma "massa" que ir· ser "absorvida" pelo osso. A "mais complicada", será substituir a parte fragmentada, por um pedaço de osso, a ser retirado da minha bacia. De quaqluer forma, o tempo de recuperação da operação rondará as 34 (!!) semanas :( :(

A parte "positiva" da queda é que devido à mesma, descobri que tinha um tumor (e não artrose), e o osso não fragmentou !!

A bosta toda ... é precisar de ajuda para algumas tarefas, e não poder andar de bike durante (quase!) todo 2018 !!!

04 dezembro 2017

Maratona do Canha 2017 (70 kms)

Ontem, 03.Dez.2017, participei na Maratona do Canha 2017, na distância de 70 kms, na "companhia" do Rui Sousa (fez os 35 kms - Meia Maratona).

Começo por dizer que apesar de estar indicado na inscrição 70 kms, à distância foi de apenas 60 kms .

O ano passado inscrevi-me, mas tal como referido no post de (05-Dez-2016) não pude participar por motivos de saúde. Assim, este ano, e após ter sido desafiado pelo Rui Sousa, este ano estive lá.

Gostei da prova, do traçado e de conhecer uma zona (Montijo) que não fazia ideia ter locais tão bons para a prática do BTT. Apesar do acumulado não ser nada de extraordinário (aproximadamente 600 mts), o constante sobe e desce acaba por fazer "mossa".

No percurso apanhou-se um pouco de tudo ... água, lama, areia, estradao, alcatrão, subidas (a primeira uma verdadeira parede) e descidas! Apenas realçar que depois de tantos dias sem chuva, deparamo-nos com algumas poças consideráveis e lama, imagino como foi o ano passado, em que chove a cântaros nas véspera da prova ... já percebi que sempre que chova, não faço esta prova ... o material sofre bastante.

De menos bom, o cheiro em algumas zonas, devido às vacarias existentes e as minhas "amigas" cãibras, que começaram a dar sinais com apenas 10 kms de prova ... confesso que não percebo a razão e que me irrita profundamente.

Quanto aos abastecimentos, e apesar de aproveita-los cada vez menos (excepto à chegada, onde vou sempre buscar água), confesso que os achei como o ponto mais fraco da organização, apesar de existirem 3 na distância da maratona (aos 9, aos 22 e aos 45 kms) e um à chegada.

Para finalizar, não fiquei muito satisfeito com a minha prestação (esperava ter um melhor desempenho), mas as médias de velocidade e tempo não fugiram muito dos meus registos habituais. Terminei com um tempo de 03:36.22, e fiquei em 63º do meu escalão () e em 152º da geral.

22 maio 2017

19º Raid BTT Alvalade - Porto Covo (70 kms)

Ontem, 21.Mai.2017, e tal como o ano passado, participei no Raid BTT Alvalade - Porto Covo, 19ª edição, na distancia de 70 kms, desta vez "a solo".

E tal como no ano passado, a prova foi muito boa, com um acumulado considerável, aproximadamente 600 mts, com algumas subidas, sendo a mais longa a serra do Cercal (a partir do km 54 +/-), com umas descidas bastante “porreiras”, zonas rolantes e, ao contrário dp ano passado, e porque não choveu, havia muito pouca lama (apenas um pouco na zona chamada Amazónia).

No entanto e porque não choveu, houve PÓ … muito PÓ mesmo, e acompanhado de vento!!!

A temperatura, quase até ao fim esteve agradável, com o sol sempre encoberto, algum vento, em algumas zonas (principalmente nos descampados) forte, mas sempre temperatura amena, ideal para o tipo de prova.

Mais uma vez, gostei do trajecto, gostei da organização, dos abastecimentos (3 nos 70 kms), as marcações estavam muito boas, com membros do staff e/ou policiamento nas zonas mais criticas (cruzamentos) o que transmitia uma grande segurança.

O levantamento do dorsal foi rápido, pois havia bastantes “guichets” junto à zona de partida, em Alvalade. Havia uma banca enorme com sandes, cafés, sumos, e na zona de chegada dos 70 kms, em Porto Covo.

A partida foi a horas, apesar de lenta (demorei entre 10 e 15 mins para fazer 300 mts J), mas outra coisa não é de esperar, quando falamos de, aproximadamente, 3000 participantes.

Quanto à minha prestação, e apesar de ter sido bem melhor que o ano passado, voltou a ser mázita!! Apesar dos vários treinos em distancia (já faço 80 kms) e em acumulado (já faço 1100 mts), de forma inexplicável, ao km 40/45 (não tenho a certeza) comecei com cãibras e tal como no ano passado, algumas bastante violentas/dolorosas.

Mas vamos por partes!!

Os primeiros 30 kms foram feitos a bom ritmo e sem grandes esforços (achava eu!). Confesso que quando olhei para o Garmin, ia a 30 km/h, o que no meio do mato (para mim!) é muito bom e ia “leve” sem stresses, sem acelerações malucas, mas a verdade é que a circulação era em estradões, sem grandes “obstáculos” com alguma areia, mas sempre rolantes.

Claro que, como é de prever, paguei mais tarde esse esforço. A partir do km 45 (acho eu), aproximadamente, as cãibras apareceram e a desse momento, foi gerir e sofrer (não necessariamente nesta ordem!).

Não consegui fazer a subida ao Cercal em cima da bike, foi tudo a pé, o que também não é fácil principalmente com sapatos com cleats, mas ao contrário do ano passado, apenas nas subidas (esforço maior!) é que tinha de desmontar, de resto a descer e em recta, conseguia ir gerindo.

Ao km 69, voltei a ter fortes, e quase pensei em desistir, sendo que um participante que já tinha acabado, me ofereceu uma boleia, que teria aceitado não fosse o facto de faltar apenas um km para acabar. Nesse momento, descansei um pouco, e fiz o km final, inclusivamente a subida da baía para o centro da vila … custou mas fiz !! O “orgulho” falou mais alto J J

Para finalizar, e como este era um raid, sem tempos, apenas dizer que demorei aproximadamente 04:41:14 a percorrer os quase 72 kms, tendo melhorado o tempo do ano anterior em quase 50 mins.

Uma prova, que irei (ou pelo menos tentarei) repetir em 2018, mas com outra gestão/abordagem !!!
>> Registo GPS <<
Até à próxima prova, ainda não sei bem quando!!!

01 maio 2017

11ª Maratona BTT Pinhal Novo /Arrábida - TascaduXico (40 kms)


E tal no ano passado, voltei a participar na prova organizada pela Tasca du Xico, na "companhia" do Vitor Sousa, do António Vieira e de mais 2 amigos deles (José Pedro Figueiredo e Paulo Viegas).

Foi hoje, 2016.Abr.30, e foi a 11ª Maratona BTT Pinhal Novo/Arrábida - Tasca du Xico, e, apesar da ideia inicial ser outra (eram os 70 kms) mas enganei-me a ver o acumulado (vi 1500 e era 1200 mts), pelo que decidi participar na Meia-Maratona com a distância de 40 kms (com um acumulado de 600 mts aproximadamente).

Desta vez, e ainda antes de começar a prova, tivemos um "brinde" dos céus ... chuva até ao inicio da prova, sendo que por duas vezes, a chuva era bem forte, como naqueles dias de verdadeiro inverno, e acompanhada de vento. Felizmente levei o corta-vento, que me manteve "seco" até aos primeiros 5 kms da prova, pois depois tive de o tirar senão ficava ensopado e não era da chuva (é que a chuva não entra, mas a transpiração também não sai :-/ ). Daí até ao fim não houve mais chuva, sendo que a subir a Arrábida, quando preferia que fosee mais fresco ... tivemos sol para aquecer.

Uma prova mais uma vez espectacular, com algumas subidas (uma delas uma autentica parede, com uma descida alucinante (e perigosa) e com zonas bastante rolantes.

A organização da prova, voltou a estar 5 estrelas, com uma disponibilidade e simpatia enormes, por parte dos membro do staff !!

O levantamento do dorsal foi rápido, e a zona junto à partida /chegada tinha uma exposição de bikes (BtWin, Scott, etc) que permitia "matar" o tempo enquanto não era dado o arranque, e ver máquinas bem bonitas.

Os 3 percursos existentes (passeio guiado 20 kms / meia-maratona 40 kms / Maratona 70 kms) tiveram o seu inicio com um desfasamento de 15 mins entre cada um deles. Esta opção faz com que a partida se torne menos confusa e a posterior separação também.

As partidas foram a horas, as marcações muito boas, e que com membros do staff, quer com o policiamento, as zonas mais criticas (cruzamentos com faixas de rodagem) estavam bem "vigiadas" o que me transmitiu uma grande segurança.

Quanto ao percurso como já referi, teve um pouco de tudo, sendo que nas descidas (pelo menos em 1 delas) era preciso algum cuidado. A descida mais alucinante, foi a da estrada romana, que no ano passado fizemos como subida. Confesso que apesar de ser dura, prefiro fazer a subida do que a descida ... acho bastante perigosa, com muita pedra, desníveis, etc.. No entanto, fiz quase toda em cima da bike (algo que há uns anitos nem tentaria) :) :)

Os abastecimentos eram 2 e, segundo ouvi, estavam bem servidos, mas, e tal como já vem sendo hábito, não senti necessidade de efectuar paragens.

Para finalizar, fiquei bastante satisfeito com a minha prestação, pois tirei, aproximadamente, 17 minutos ao tempo do ano passado. Este ano fiquei na posição 55 do escalão Veteranos B - Masculinos (num total de 174 participantes) e na posição 170 da classificação geral (num total de 450 participantes, aproximadamente), com um tempo de 02:19:32, o que me deixou bastante satisfeito, além de que a partir do km 30 (aprox.), a velocidade quase não baixou dos 26 km/hr, sendo que durante bastantes quilómetros, rodei acima dos 30 kms/hr.

No final, mais um ponto de abastecimento, com sandes (queijo, fiambre, chourição), bolos, aguas e sumos, tudo à descrição, e umas rifas com uns prémios (simbólicos) ... como disse inicialmente, uma organização 5 estrelas !!!

Espero voltar para o ano, mas para a Maratona !!!

Até à próxima prova ... Alvalade / Porto Covo !!!

05 dezembro 2016

Maratona BTT Canha 2016 (70 kms)

Ontem, 04.Dez.2016, foi dia de mais uma prova de BTT, desta vez na zona do Montijo.

No entanto, apesar de estar inscrito, infelizmente e por motivos de saúde (intoxicação alimentar), não pude participar como desejava.

Fica para o próximo ano :( :( :(

24 outubro 2016

VIII Edição BTT Terras do Toiro (60 kms)

Ontem, dia 23.Out.2016, voltei a participar nesta prova de BTT, na companhia do Rui Chambel, Luis Dinis e Vitor Sousa.

Se em 2013, fiz a meia-maratona, este ano participei na maratona. No entanto, apesar dos 60 km's anunciados, o percurso apenas teve 56 km's de distância.

Tal como estava à espera, foi uma prova tranquila, com um acumulado baixíssimo, e muito rolante, apesar de em alguns pontos ter umas subidas mais complicadas, mas nada "do outro mundo".

A preocupação inicial era o estado do terreno, pois como tinha chovido no sábado, pensei que fosse haver muita lama … houve alguma, mas nada de especial. Em 2 ou 3 locais, tínhamos de passar poças um pouco maiores, sendo que a primeira apareceu (se não me falha a memória!) antes do km 20, e devido a ser um pouco profunda, os pés ficaram imediatamente encharcados, o que provocava algum desconforto, até porque ainda estávamos na fase inicial da prova.

O percurso, como já referi, era rolante, com pequenas elevações, muita pedra solta, e alguma areia.

Nas zonas mais descampadas, o vento fazia-se notar, sendo que os últimos 3 km's (aprox.) foram feitos com o vento de frente.

Relativamente à organização, mais uma vez, achei muito boa. Saímos com um atraso de 5 minutos, aproximadamente, o percurso estava bem marcado, com setas e fitas, e pessoal da organização e alguns escuteiros, colocados em alguns pontos estratégicos, para auxiliar.

Apenas um reparo positivo. Contrariamente ao que assisti em 2013, e noutras provas posteriores, não vi muito lixo (garrafas, embalagens de géis) durante o percurso. O pessoal parece que começa a respeitar mais a natureza e o espaço por onde andam… ou então foi uma vez sem exemplo!!

Uma curiosidade. A partir do km 46 até ao km 54, tive uma companhia muito particular. Um CÃO !!

Não sei porquê, mas o animal fez-me companhia nesses 7 km's e nunca saiu do pé de mim … se o meu ritmo fosse lento ele andava, se o ritmo aumentasse ele corria. E mesmo quando passavam outros corredores ao meu lado, ele continuava ao pé de mim … houve quem perguntasse se era meu :)

Confesso que o receio inicial (pois canídeos e bicicletas, não costumam ser uma boa dupla), deu lugar a uma calma normal, quando percebi que o animal apenas me acompanhava e nunca se tentou chegar perto da bike, nem das pernas. Adorei o momento e confesso que adorei a companhia. Este meu "amigo", apenas deixou a minha roda ao km 54, pois foi quando entrei na estrada/alcatrão e o andamento aumentou bastante.

Para finalizar, apenas indicar que fiquei em 102º classificado no escalão (106º classificado da geral), com um tempo de 03:10:37.

>> Registo GPS <<
Até à próxima prova ... seja ela quando for !!!

12 setembro 2016

Giant Terrago 1 - Novo Look

E eis que quase 6 anos depois, a minha "menina" levou um restyling e, para mim, ficou muito mais alegre !!

Além da pintura do quadro (autoria do João Matias), também levou novos punhos, discos de travão e pedais (os outros já estavam a pedir reforma, ao fim de 5 anos de muita lama, chuva, pedra, etc).

A proxima aquisição será uns sapatos novos, pois os outros estão com 5 anos (com o mesmo tratamento dos pedais, além de já ter rasgado as costuras e terem de ser cozidos), e o nr dos mesmos não é o mais correcto (fruto da inexperiencia!).

Como é lógico, já estão escolhidos (Sidi Eagle 5-Fit MTB Fluo) ... falta apenas fazer o pé-de-meia !!

Para vossa apreciação, aqui está o antes


e o depois do restyling !!!


LINDA :) :)

17 maio 2016

18º Raid BTT Alvalade - Porto Covo (70 kms)

E no passado domingo, 15.Mai.2016, fui fazer novamente uma “prova” de BTT, na companhia do Rui Chambel.

A participação foi no 18º Raid BTT Alvalade - Porto Covo, na distancia de 70 kms.

Uma prova muito boa, com um acumulado considerável (era anunciado 700 mts+, apesar do meu Garmin apenas marque 570), com algumas subidas (mais ou menos longas), com umas descidas bastante “porreiras”, zonas rolantes, mas acima de tudo muita mas muita lama mesmo.

Gostei do sitio, gostei da organização, dos abastecimentos (3 nos 70 kms), as marcações estavam muito boas, com membros do staff e/ou policiamento nas zonas mais criticas (cruzamentos) o que transmitia uma grande segurança, mas outra coisa não seria de esperar, pois sendo este o 18º raid, significa (penso eu!) que já fazem isto há 18 anos, pelo que os erros vão sendo corrigidos.

O levantamento do dorsal foi rápido, havia bastantes “guichets” junto à zona de partida, em Alvalade. Havia uma banca enorme com sandes, cafés, sumos, e na zona de chegada dos 70 kms, em Porto Covo (o pessoal dos 120 kms voltavam para Alvalade), tinha uns stands com material exposto, mas não vi pessoalmente (apenas as fotos).

A partida foi a horas, apesar de lenta, pois afinal eram um pouco mais de 2700 participantes.

Quanto ao percurso foi o pior !! Apesar dos vários treinos em distancia e em acumulado, de forma inexplicável, ao km 56 comecei com cãibras. Já tive várias vezes cãibras, desde tempo de estudante de desporto, e em várias provas em que participei, no entanto, nunca desta forma tão violenta.

Mas vamos por partes !!

Os primeiros 30 kms foram feitos a bom ritmo sem grandes esforços, e eis que apareceu o ponto de viragem ... para mim !!!

Devido a motivos de natureza fisiológica, fiz uma paragem duplamente "anormal"; primeiro porque não costumo parar nos abastecimentos (pelos menos, tão cedo!) e segundo porque foi uma paragem mais prolongada (penso que acima dos 15 mins, mas não tenho a certeza).

Quando voltei a sentar na bike para continuar o raid, percebi, quase imediatamente, que algo não estava bem ... tinha perdido o ritmo, mas pior, as pedaladas estavam a custar !! Como resultado, comecei com algumas cãibras, comecei a ter uma fome enorme (apesar de ter comido tanto no inicio, como no abastecimento!), e após o segundo abastecimento, ao km 52 aproximadamente, o esforço foi sendo cada vez maior.

Ao km 56, e no inicio de uma subida, ou melhor A SUBIDA, as cãibras reapareceram em força, e de tal maneira, que não conseguia andar, era na perna esquerda, era na perna direita, era com a perna esticada, era com a perna dobrada, era a subir, era a descer, e mesmo quando tentava andar ao lado da bike, as cãibras não paravam, e o desespero ia sendo cada vez maior.

Desde o km 56 ao km 64, foram umas atrás das outras, o que me fez entrar em desespero, pois não tinha posição nem forma de avançar. A partir deste ponto, não voltei a fazer (em algumas nem tentava!) nenhuma subida em cima da bike !!!

Para finalizar, e como este era um raid, sem tempos, apenas dizer que demorei aproximadamente 05:30:00 a percorrer os quase 72 kms, mas consegui acabar a prova, sem desistir, mas com muita, muita gestão do esforço e das pernas.

Como já disse, a organização esteve 5 estrelas ... apenas não aproveitei as massagens porque estava todo "nojento" e queria era chegar a casa para ver o meu Glorioso ser tricampeão !!!

Uma prova, que irei (ou pelo menos tentarei) repetir em 2017, mas com outra gestão/abordagem !!!
>> Registo GPS <<
Até à próxima prova ... talvez em Outubro !!!

18 abril 2016

10ª Maratona BTT Pinhal Novo /Arrábida - TascaduXico (40 kms)


E passados mais de 2 anos, voltei a participar numa prova de BTT, na "companhia" do Vitor Sousa e de um amigo dele - António Vieira.

Foi ontem, 2016.Abr.17, e foi na 10ª Maratona BTT Pinhal Novo/Arrábida - Tasca du Xico, e participei na Meia-Maratona com a distancia de 40 kms (na realidade, acabaram por ser 42 kms).

Uma prova espectacular, com um acumulado considerável (650 mts +),com muita subida (algumas bastante duras), com uma descidas alucinante (uma mais perigosa) e com zonas bastante rolantes.

Já tinha feito BTT na Arrábida, mas nunca tinha ido para aqueles lados. No entanto, foi muito bom, e para quem conhece a Arrábida, sabe o prazer que é fazer BTT naqueles trilhos. 

A organização desta prova é das melhores a que já assisti, e com uma disponibilidade e simpatia enormes, por parte dos membro do staff !!

O levantamento do dorsal foi rápido, e a zona junto à partida /chegada tinha uma exposição de bikes (Merida, Scott, Scalpin, etc) que permitia "matar" o tempo enquanto não era dado o arranque, e ver máquinas bem bonitas.

Os 3 percursos existentes (passeio guiado 20 kms / meia-maratona 40 kms / Maratona 70 kms - por razões que desconheço foi reduzida para 60 kms) tiveram o seu inicio com um desfasamento de 15 mins entre cada um deles. Esta opção faz com que a partida se torne menos confusa e a posterior separação também.

As partidas foram a horas, as marcações muito boas, e que com membros do staff, quer com o policiamento, as zonas mais criticas (cruzamentos com faixas de rodagem) estavam bem "vigiadas" o que me transmitiu uma grande segurança.

Quanto ao percurso como já referi, teve um pouco de tudo, sendo que nas descidas (pelo menos em 2 delas) era preciso algum cuidado. A primeira das descidas fiz metade, a outra metade desmontei tal era a quantidade de pedras ... tive receio, pois requeria algum hábito/técnica que ainda não tenho!

Relativamente às subidas, algumas eras "normais" mas com o terreno enlameado, tornavam-se mais complicadas, outras eram mais duras ... a mais complicada de todas, foi a partir do km 29, em que se subiu para o castelo (??) pela via romana, e que devido à sua antiguidade e às condições climatéricas (chuva mais forte) tornavam esta subida um "tormento" ... os primeiros 30 mts fiz a pé (e com relativa dificuldade!) e os restante 700 mts (aprox.) já consegui fazer em cima da bike, mas a uma média de 3 km/h :P !

Os abastecimentos eram 2 (para mim foi uma surpresa, pois normalmente nesta distancia é apenas um), segundo ouvi, estavam bem servidos, mas, e tal como já tinha acontecido nas Terras do Toiro em 2013 (ver post mais antigo) não senti necessidade de efectuar paragens.

Para finalizar, apenas indicar que fiquei na posição 107 do escalão Veteranos B - Masculinos (num total de 222 participantes) e na posição 317 da classificação geral (num total de 590 participantes), com um tempo de 02:36:03, o que me deixou bastante satisfeito, além de que a partir do km 35 (aprox.) a média deve ter rondado os 25 km/h.

No final, mais um ponto de abastecimento, com sandes (queijo, fiambre, chourição), bolos, aguas e sumos, tudo à descrição, uma zona para spinning, insufláveis para as crianças ... como disse inicialmente, uma organização 5 estrelas !!!

Uma prova, que irei quase de certeza, repetir em 2017 !!!
Até à próxima prova ... seja ela quando for !!!